AURORA LOWELL WILLIAMS

Personalidade:
A lealdade com seus amigos pode torná-la a ser fria e rancorosa, se ela se sente magoada ou forçada pelas pessoas que ela confia. Esses traços tornam-se mais evidentes quando seus amigos estao no mesmo ambiente. A curiosidade fora algo aflorado muito cedo pela pequena garota de olhos marcantes, o buscar sempre a levou a ter respostas e quando as obtinha geralmente tinha atitude sobre elas. De maneira marrenta sempre foi sincera com suas escolhas e decisões, teimosa quando colocava uma ideia na cabeça não tinha quem tirava, suas ações são movidas juntamente a suas ideias e não costuma se arrepender diante delas, sendo boas ou ruins, a língua afiada não permite que se tome desaforos calada, costuma entrar em discussões mesmo que atualmente não saiba bem em que língua está discustindo, o importante é não perder a razão. Tem uma forma um tanto destemida, é curiosa a forma como dá a cara a tapa em situações que possam acarretar riscos ou furadas, a garota gosta de viver o momento independente de qual seja.
História:
Era inverno, dos mais frios que Eraklyon já havia visto. E, na noite coberta pela neve, foi quando Aurora decidiu nascer. Seus pais estavam ansiosos, mas sequer imaginavam que a sua pequena garotinha nasceria mais de um mês antes do esperado. Aurora parecia ter pressa, para conhecer o mundo que seu pai tanto falava enquanto ainda dentro da barriga. Arthur era o mais ansioso entre os dois, sendo capaz de contar até mesmo os segundos para ver o pequeno rosto gerado. Ele todas as notes contava como era o lado de fora, ao lado da enorme barriga carregada por Ártemis. E foi assim que tudo começou: em meio a neve. Aurora ja nascera esperta, portadora de dois grandes sobrenomes, de duas grandes famílias de soldados; dos melhores soldados. Era esperta, desde seu primeiro dia. Os orbes verdes já brilhavam contra a luz, curiosos. E fora a maior felicidade do jovem casal, que jurou ama-la e protege-la até o fim de seus dias. E a promessa fora comprida, por cada um daqueles que tinham contato com as famílias, bom, e talvez a confiança fizera o jovem casal cometer seu primeiro erro: confiar em alguém para sua proteção, sem serem eles mesmos.
Um chamado, feito pelo rei e rainha de Eraklyon, em uma súplica para que seus dois melhores soldados fossem resolver algo com urgência e, com isso, a promessa de cuidarem da pequena garota ruiva, junto de sua filha mais nova. Relutantes, os dois sabiam que tinham deveres e, geralmente, assuntos daquela alçada só tinham conclusão quando dois dos melhores na área intervissem. Aurora, por sua vez, ganhou conforto no quarto da pequena princesa, que tinha basicamente a mesma idade e tamanho. Mas, longas horas sucederam algo que ninguém esperava no palácio: uma invasão. As bebês, por estarem juntas, foram facilmente confundidas, e isso resultou no sequestro da filha dos especialistas; da única filha daqueles que lutavam para proteger o reino. Buscas foram feitas, incansavelmente, mas ninguém em todo o reino fora capaz de achar uma pista sequer. A angústia tomava conta dos jovens corações, que tinham perdido o lhe era de mais valioso, e com isso protegido Helena, a princesa do reino em ascenção. Muitos diziam que as coisas aconteciam quando deveriam acontecer, e que a perda havia sido por um bem maior, pela salvação de um reino. Mas Arthur nunca, sequer por um segundo, aceitaria aquilo. Nem ele, nem Artemis. Eles se tornaram incansáveis e imparáveis em tudo que lhe desse um resquício de esperança. E, fora nessas andanças, após exatos dois anos após sua partida, que o homem encontrou enfim respostas, havia encontrado pistas, pistas que encheram o peito de esperanças. Ele não vacilou, sequer pensou duas vezes, ao pedir a ajuda de um velho amigo bruxo. Era hora de dar um fim naquela história, de descobrir a verdade. Seu amigo o levou, sozinho, até onde resquícios de energia de sua filha foram detectados. E, em um clarão, o homem pode vislumbrar a pequena criança brincando, como alguém que dava os primeiros passos. Coberto pela ira, Arthur sequer mediu esforços. Ele a buscaria.
Mas o que acontecera com a pequena aurora nesses dois anos? Como haviam sido os primeiros anos de sua vida? Quem havia lhe ensinado a dar os primeiros passos? Sua primeira refeição? Darkar, o velho mago obscuro havia tomado o papel de pai, não por ternura, mas ele tinha um plano. E, talvez nesse meio tempo, tenha se apegado à pequena garota que vislumbrava seu lado menos obscuro, menos repugnante. Até havia a ensinado a chamá-lo de pai, havia acompanhado seus primeiros passos, lhe ensinado suas primeiras palavras. E sabe-se lá deus por quanto tempo mais aquela farça duraria, se uma equipe com um bruxo, uma fada e o próprio Arthur não tivessem invadido o esconderijo, para o resgate tão esperado.
A pequena garotinha sequer entendeu o que estava acontecendo, quando Darkar a escondeu em um dos cômodos da imensa construção, pedindo para que dali não saísse. Ela, depois disso, apenas ouviu estrondos, gritos e ruídos. Seus pequenos olhos, antes atentos, só continham o pavor de toda aquela situação que sequer entendia. E, depois de longas horas, a porta fora derrubada em um estampido. A imagem do homem loiro, em meio à fumaça e foligem vindas do lado de fora, correu em direção à pequena garotinha, que se encolheu, cantando a cantiga ensinada por Darkar, a única figura que conhecia. Arthur então a tomou em seus braços, dizendo que tudo ficaria bem. A canção fora interrompida pelo choro sentido, mas, depois daquilo, sua vida enfim tivera de fato um sentido.
Ninguém nunca sequer tocou na história, e a pequena garota a esqueceu, conforme o tempo passava. Seus pais, por outro lado, sempre souberam que a pequena garota podia ser uma bomba relógio, mas o que fariam? Submeteriam-na à testes, depois de tanto sofrimento? Não. Eles tomaram uma decisão, conhecida por seus reis, que sequer ousaram discordar, afinal, a pequena garotinha havia salvo a vida de sua filha, pela primeira vez, quando tinha poucos meses de vida. O tempo passou, Aurora tivera contato com os melhores de cada área, sem contar a aproximação com sua princesa, da qual virara escudeira, já que seu rei sempre falara que Aurora havia nascido para protege-la. Ela cresceu com esse preceito; com essa missão. Treinara ao lado da princesa, como servira de instrumento de treinamento, por sempre ser uma das mais habilidosas de qualquer classe na qual entrava. Ambas cresceram, juntas, criando laços inimagináveis dentro de um reino rígido. Não eram apenas Princesa e Escudeira, eram mais que isso, eram melhores amigas.
Ao atingir sua adolescência, a garota de olhos lodosos decidiu que faria mais, que aprenderia mais, e assim o fez atingindo parte de seus limites muito cedo, conhecendo seu próprio corpo. Nunca entendera de fato os sentimentos que carregava consigo, sempre havia algo, lá no fundo, que parecia a observar. Mas Aurora sempre fora forte e, inexplicavelmente, sempre conseguira manter isso preso dentro dela, por maias que sequer soubesse, seu corpo era como uma jaula, algo que prendia um projeto não concluído do lorde das trevas. Com o tempo, a sensação fora suprimida, até não existir mais, deixando a jovem garota livre. Mas, estaria ela enfim liberta dos planos daquele que pensava em dominar a dimensão mágica?
Os anos passaram, e Aurora tomara uma decisão: iria para Fonte Rubra, ao lado de sua melhor amiga, para continuar protegendo a mesma, de modo que ficasse de olho ou, como ela mesma gostava de falar, "No campo de visão e na zona segura". E foi chegando na escola que sua vida como especialista de fato começara, fora de seu reino. Sempre fora muito dedicada e, por mais que gostasse do anonimato, se destacara entre qualquer uma das equipes que saíam para missões. Sempre tivera o instinto de liderança, herdado de seus pais, e isso lhe trouxera fama dentre todas as outras escolas. Desde o dia que interviu no sequestro de ninfas, pelo fato de as equipes mandadas estarem falhando, até o dia que conseguiu invadir o Castelo vivo dos bruxos, tirando de lá a ninfa sequestrada. Teve o resgate do príncipe de solária, que também era contado entre os corredores, sempre que passava. Seus feitos eram conhecidos, sua fama não podia ser melhor. Uma das melhores especialistas que Fonte Rubra já tivera. Mas tudo mudou, no dia em que sacrificara sua vida para salvar a de seu diretor, em um ato impensado de não entregar um objeto valioso. Foi nesse dia que sua vida tornou a ser o que era quando tinha apenas dois anos. O que estava preso dentro da garota, havia enfim sido liberto, sido usado. Desde aquele dia, Aurora Lowell Williams não fora a mesma. A prole de Darkar havia tomado o controle, usando das habilidades daquela que algum dia fora chamada de futuro de uma classe. Do futuro dos especialistas
Informações Adicionais
Raça: Especialista
Planeta: Eraklyon
Mãe: Ártemis (Jessica Michelle Chastain)
Pai: Artur (Stephen Adam Amell)
Dragão: Balafhar, Dragão Invisível